Vítimas pediram para motorista “maneirar” velocidade, diz sobrevivente de tragédia.

“Vi quando o ônibus ficou derrapando no asfalto. Foi uma tragédia terrível.” Sobrevivente do acidente que deixou ao menos cinco mortos e 27 feridos após um ônibus tombar em Piritiba (BA), na manhã de quinta-feira (12.10.), o comerciante Edimilson Pimentel, 50, disse que o motorista não atendeu a pedidos de passageiros para “maneirar” na velocidade. O temor, segundo ele, eram as curvas sinuosas da estrada palco da tragédia a BA 421, na região da Chapada Diamantina. “Pela experiência que tenho em 30 anos como motorista, o ônibus ia a uns 70 km, 80 km. Algumas pessoas dormiam, mas vi outras pedindo para que ele [o condutor] maneirasse, mas ele continuou correndo demais. Aliás, desde o começo do passeio, ele tinha saído em alta velocidade”, acrescenta Edimilson, que seguia com familiares numa excursão em comemoração ao Dia das Crianças. O veículo transportava 46 passageiros. O destino do passeio, que teve início em Itaberaba, seria um parque aquático na cidade de Jacobina. Se chagasse ao fim, o trajeto entre um município e outro duraria cerca de duas horas. Na altura do km 17 da rodovia, próximo à fazenda Santa Luzia, o ônibus tombou na pista.

“O ônibus começou a inclinar pro lado direito até virar de vez. Quando parou de se arrastar no asfalto, só foi braço, perna, muito sangue e muita gritaria. Pessoas feridas, desesperadas, pedindo socorro.” Edmilson Pimentel comerciante que sobreviveu a tragedia.

Ônibus ficou virado em cima da pista da rodovia. (Foto Produção).

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