Papa Francisco pede “trégua” nos conflitos.

Em sua mensagem de Páscoa no domingo (1º), e dois dias depois de confrontos que deixaram 16 mortos na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, o papa Francisco pediu paz na Terra Santa ao dizer o conflito “não poupa os indefesos”. O apelo foi feito no “Urbi et Orbi” (à cidade e ao mundo), tradicional discurso feito pelo papa da sacada central da basílica de São Pedro, em Roma, no Natal e na Páscoa. Francisco também fez súplicas pelo fim do “extermínio” na Síria, pedindo para que a ajuda humanitária seja autorizada a entrar nas áreas de conflito, e pela paz no Sudão do Sul e na República Democrática do Congo. No que parece ter sido uma referência direta aos confrontos da última sexta-feira (30), Francisco fez um apelo à “reconciliação da Terra Santa, também vivendo nestes dias as feridas de um confronto que não poupa os indefesos”. Em seu mais recente desdobramento, o conflito deixou 16 palestinos mortos e centenas de feridos no primeiro dia da Marcha do Retorno, protesto de seis semanas convocado pelo Hamas na Faixa de Gaza junto à fronteira com Israel, contra a ocupação israelense. Um dos mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, era um agricultor alvejado por militares de Israel antes do início da manifestação. As Forças Armadas israelenses alegam que o Hamas, que se recusa a renunciar à luta armada, usa a população civil da Faixa de Gaza como escudo para realizar ataques contra o território vizinho. Os militares alegam que agiram para dispersar o protesto quando uma parte da multidão se aproximou da cerca que divide a Faixa de Gaza de Israel. O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, além de outros líderes internacionais, como a chefe de política externa da União Europeia, Federica Mogherini, pediram uma investigação independente sobre o evento. O Ministro da Defesa de Israel se pronunciou contrário ao apelo.                                      Papa Francisco na sua benção da Pascoa. (Foto Divulgação).

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