Quem quer ser um centenário? Veja o que diz a ciência antienvelhecimento.

Em 2050, os idosos serão um quinto da população mundial. E os especialistas estão certos de que os bebês nascidos hoje têm grandes chances de passar dos cem anos. A partir daí, há um limite que parece difícil de ser ultrapassado. “O aumento da expectativa de vida será possível graças aos avanços da medicina e a um melhor controle de doenças como o câncer e o colesterol, mas para atingir idades como 150 anos só se passarmos por uma evolução da espécie”, opina Maísa Kairalla, geriatra presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Seção São Paulo. O que não quer dizer, entretanto, que esse processo não possa receber uma ajudinha da ciência. “Nada impede que, com a tecnologia, no futuro sejamos capazes de curar o envelhecimento”, opina João Pedro de Magalhães, pesquisador da Universidade de Liverpool, na Inglaterra. O desafio agora é entender os mecanismos que fazem o corpo, depois de décadas, começar a falhar. No Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, por exemplo, há uma linha de pesquisa dedicada à proteína klotho, presente nas nossas células e cuja falta pode acelerar o envelhecimento. “Animais que possuem níveis baixos dessa substância apresentam problemas como aterosclerose e déficits cognitivos antes da idade esperada”, comenta Cristoforo Scavone, bioquímico coordenador do Departamento de Farmacologia  do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. A equipe liderada por ele mediu a proteína em pessoas com disfunções nos rins que apresentavam algum déficit cognitivo, duas falhas típicas de corpos com idade avançada. “Observamos nesses indivíduos uma queda nos níveis de klotho agora precisamos entender como ela atua no sistema nervoso central”, conta Scavone. A expectativa é a de que aumentar a circulação de klotho no organismo possa um dia ajudar a atrasar o aparecimento de certos males da idade, tanto os sistêmicos que prejudicam a saúde cardiovascular quanto os que atrapalham a mente. “Ela já demonstrou atuar positivamente no cérebro de animais com declínio semelhante ao causado por doenças como Parkinson e Alzheimer em outros trabalhos”, indica Scavone.              A expectativa de vida cada vez mais alta deve ser comemorada. (Foto Produção).

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