Brasil registra 3 mil assassinatos em julho; já são 30 mil no ano

Quatro estados, no entanto, não divulgam os dados de julho; índice nacional de homicídios criado pelo G1 acompanha mês a mês os dados de vítimas de crimes violentos no país. O objetivo é possibilitar um diagnóstico em tempo real da violência e cobrar transparência por parte dos governos.

Ao menos 2.995 pessoas foram assassinadas no mês de julho deste ano no Brasil. O número, porém, é ainda maior, já que quatro estados não divulgam os dados. O índice nacional de homicídios, ferramenta criada pelo G1, permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Já são 29.980 vítimas registradas nos primeiros sete meses deste ano. O número consolidado até agora contabiliza todos os homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, que, juntos, compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais. Desde o início do ano, jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo Fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O objetivo é, além de antecipar os dados e possibilitar um diagnóstico em tempo real da violência, cobrar transparência por parte dos governos.

Transparência

Quatro estados (Bahia, Ceará, Paraná e Piauí), entretanto, dizem ainda não ter os dados referentes a julho. Veja a justificativa da Bahia:

Bahia: A Secretaria da Segurança Pública informa que os dados de julho ainda estão sendo consolidados. Essa pode ter sido uma determinação do governador Rui Costa, para não prejudicar a campanha eleitoral.

JEQUIÉ:

A última informação passada pela 9ª Coordenadoria da Policia Civil em Jequié, dando conta de que em 30 dias (agosto) não foi registrado nenhum homicídio. De 1º de janeiro até 30 de julho os números podem ter chegado a 50 assassinatos no município de Jequié. A informação que este blog obteve foi de que teriam pedido “uma trégua” aos lideres do trafico de drogas que se encontram presos no Conjunto Penal de Jequié.                    Dois lideres ainda estão no Conjunto Penal de Jequié. (Foto Produção).

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