6 de Novembro: Dia do Riso…

Durante uma viagem à capital argentina, Buenos Aires, Manoel de Nóbrega reparou num homem que passava longos períodos de tempo numa praça. Tentava ler um jornal, mas era sempre interrompido pelos passantes, que puxavam conversa com ele. Surgiu daí a ideia para a Praça da Alegria: ele mesmo se sentaria no banco e seria interrompido pelos comediantes, um a um. A estreia ocorreu em 1956, na TV Paulista. Em 1958, o programa passou para a TV Rio e, a partir de 1963, transferiu-se para a hoje Record TV. Foi o início de uma fase áurea da atração, que foi até 1970. Nóbrega faleceu em 1976, e para homenageá-lo no primeiro aniversário de sua morte a Rede Globo decidiu retomar o formato. Para ocupar o banco, Luiz Carlos Miele. O filho de Manoel, Carlos Alberto de Nóbrega, era o responsável pelo texto. Ao seu lado, Irvando Luís e Wilson Vaz. Na direção, Mário Lúcio Vaz e Carlos Alberto Loffler. O programa foi escalado para o final da tarde de domingo. Os tipos bastante conhecidos que se sentavam no banco foram resgatados pela Globo na Praça da Alegria. Com efeito, a popularidade dos personagens se manteve como se o programa não tivesse saído do ar por alguns anos. Catifunda (Zilda Cardoso), a ladra ladina, com seu charuto inseparável. Rosauro (Simplício), o menino que gritava “Ô, home!”. Jorge Loredo, o eterno Zé Bonitinho, aqui na pele do mendigo culto e refinado. Outro mendigo (Moacyr Franco), que contava histórias totalmente sem nexo.                Zilda Cardoso e Luiz Carlos Miele na Praça da Alegria (Divulgação/TV Globo).

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