Segurança de miliciano morto em ação na Bahia indicou localização de sítio usado como esconderijo

Um homem que fazia a segurança do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, morto em ação policial na cidade de Esplanada, na Bahia, foi quem indicou aos policiais o sítio onde estava o ex-capitão do Bope, apontado como chefe do Escritório do Crime. Adriano foi morto em um confronto com policiais militares no domingo (09.02.), em um sítio na zona rural de Esplanada, a cerca de 168 km de Salvador. O sítio pertence a um vereador do PSL na Bahia, que em nota afirmou não conhecer Adriano. O vereador Gilson Neto disse ainda que solicitou à Secretaria de Segurança Pública da Bahia brevidade nas investigações e destacou que está à disposição das autoridades competentes “para colaborar para que os fatos sejam esclarecidos com máxima brevidade”. Após investigações do serviço de inteligência do Rio de Janeiro, o segurança preso, que não teve a identidade revelada, foi achado pela polícia em uma casa distante alguns quilômetros do sítio. Segundo Maurício Barbosa, secretário de Segurança Pública da Bahia, que conversou com a imprensa na segunda-feira (10.02.), o segurança contou aos policiais que não sabia do histórico de crimes do miliciano. Ele vai ser investigado por favorecimento pessoal, porte ilegal de arma e lavagem de dinheiro. Conforme o secretário, Adriano estava envolvido com compra de terras e animais para lavagem de dinheiro na Bahia e, por isso, o segurança preso vai ser investigado. Barbosa ainda disse que, há cerca de 15 dias, a SSP-B foi procurada pela polícia do Rio de Janeiro para ajudar a identificar o local onde Adriano estava. Primeiro, a operação ocorreu na Costa do Sauípe, a quase 100 km de Esplanada. Adriano não foi achado no local. Entretanto, as investigações continuaram. O secretário Maurício Barbosa destacou os policiais abriram fogo contra Adriano, porque ele resistiu à abordagem. “Nós estamos tratando de um ex-policial militar do BOPE, altamente treinado. Então, se dizer agora, que não deveríamos ter feito, tudo é achismo, é conjectura de pessoas que não participam, que nunca participaram de uma ação policial. Tentamos, mais uma vez, trazer aqui a pessoa presa, mas a escolha, infelizmente, não foi da nossa equipe, foi de quem efetuou a resistência e quis confrontar com nossos policiais”, disse Barbosa. Os policiais apreenderam com Adriano uma pistola austríaca calibre 9mm. Dentro do imóvel, as equipes ainda encontraram mais três armas e 13 celulares. Maurício Barbosa destacou que os celulares vão servir para as polícias descobrirem qual era o tipo de crime que era realizado na Bahia.     Miliciano foi encontrado com quatros armas e 13 celulares ( Foto: Divulgação/SSP-BA)

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