Lobo-guará, o ‘semeador de árvores’ ameaçado na natureza e homenageado em nota de R$ 200.

Tornar-se o símbolo da cédula mais valiosa no Brasil contrasta com a realidade do lobo-guará. O animal que estampará a nota de R$ 200 tem passado por uma fase de pouca valorização: perdeu parte de sua população nas últimas décadas, tem sido alvo constante de produtores rurais e viu o seu território ser tomado pelo agronegócio. O maior canídeo silvestre da América do Sul vive em risco constante. Um dos principais símbolos do Cerrado, o lobo-guará foi duramente afetado pela constante expansão do agronegócio no bioma. Classificado pelo Ministério do Meio Ambiente como uma espécie vulnerável, em uma lista de animais ameaçados de extinção, o lobo-guará é considerado inimigo por muitos proprietários de áreas rurais. Com frequência, o animal é morto a tiros. Outro risco está nas rodovias; há diversos registros de canídeos que morreram atropelados. Há mais de duas décadas, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês) classifica o lobo-guará como uma espécie “quase ameaçada”.  De acordo com o Banco Central, o lobo-guará foi escolhido para ilustrar a nota com base em uma pesquisa feita em 2001 para escolha de animais para novas cédulas. Os dois mais votados, tartaruga-marinha e mico-leão-dourado, foram utilizados, respectivamente, nas cédulas de R$ 2 e de R$ 20. O terceiro foi o lobo-guará. Estradas são uma ameaça ao lobo-guará agora o simbolo da cédula de 200 reais. (Foto Reprodução).

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